Sou apenas uma lagarta sem
Um casulo para chamar de seu
Buscando em um alguém
Um lugar para chamar de meu
Tentando crescer
E voar
Sem me perder
Nas lembranças em que costumava viajar
Do estômago ao coração
Hoje vivo no vazio
Da imensidão,
Na inexistência e no frio
Borboleta esquecida
Que um dia aqui fez morada
Asa perdida
Presa no nada
Voando na solidão
De uma estrada
Na contramão
