Cada gota de tinta,
sob as grades em linha,
de uma ausência pressinta,
acorrentadas em minha
carcereira caneta,
que, sozinha,
se ajoelha com a picareta
para escavar sob a escrivaninha
tesouros sentimentais,
enquanto o chicote mental
me cobra para escrever mais.
Escrita forçada,
com algemas metafóricas
de uma alma apaixonada,
que dedica, de formas categóricas,
uma estrofe acorrentada,
onde palavras marcam
a pele do papel,
e os sentimentos assinados escapam
por uma princesa que não é Isabel.
Autora: Princesa Diamante (Stella Marques)
